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segunda-feira, 25 de março de 2013

Seleção brasileira: o problema é o técnico?

O nosso drama começa no dia 02/07/2010, dia que o Brasil foi eliminado pela Holanda por 2x1 de virada. A mídia futebolística crucificou os culpados e a sede por mudança tomou conta da nação do futebol. As mudanças vieram e a base de 2010 não serviria para nada. Era o fim da era Dunga. O novo técnico já no primeiro amistoso após a "tragédia" convoca pelo Clamor popular Neymar, Ganso e Cia. e não é que a seleção dá show contra os Estados Unidos? Estaria de volta o futebol arte? Fomos iludidos e logo começou o tal comandante a escalar um meio de campo com dois volantes e foram tantos que eu não vou nem enumerar. Sofremos. Não ganhamos de nenhum time de ponta e despencamos no ranking da FIFA. Quando estávamos nos acostumando com a seleção estilo 1994 eis o golpe. Troca de técnico. E aí mais uma vez todos pediam um técnico que fosse ousado que tivesse o DNA da seleção brasileira, mas os técnicos nacionais adoram jogar com dois ou três cabeças de bagre e quando se faz 1x0 a torcida sofre com o time recuando e tomando sufoco de time pequeno. E todo mundo esperava Pep Guardiola, porém teremos que nos contentar com Felipão, técnico retranqueiro que caiu com Palmeiras. Mas o que me intriga não são os técnicos, mas onde os amistosos são realizados. Jogamos hoje (25/03/2013) contra a Rússia com um frio terrível e torcida contra, assim foi na maioria dos amistosos, aí pensei: Que raios estamos realizando esses amistosos longe do Brasil? Afinal a Copa é aqui, e por que não jogamos com jogadores que atuam no Brasil? A nossa grande arma sempre foi nossos craques aqui? Mas alguém vai me dizer não dá pra montar uma seleção sem os "estrangeiros". Aí pergunto: Não temos aqui zagueiros melhores que Thiago Silva e David Luiz? E goleiro? Qualquer um aqui é melhor que o Júlio César? Qual a diferença entre Hulk e Sheik? Os meias Oscar e Kaká, não tem ninguém aqui que jogue melhor? Enfim, a nossa arma está aqui, porém não vamos usar ela a nosso favor e chegaremos na Copa com um time medíocre, com medo e com a torcida desconfiada e incrédula. Estaremos entregando a Copa na mão do inimigo.

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